Às vezes, como filósofo e observador do mundo à minha volta, chego à conclusão de que “a natureza humana tende para o mal”, como nas conceções de Santo Agostinho e Kant. Sempre será necessário um esforço para combatermos esse mal, com razão e discernimento e imbuído do sentimento do bem. Nas nossas relações interpessoais, até …
Arthur projetou, batalhou, divulgou e promoveu o seu primeiro café filosófico. No Pátio Savassi, na Leitura, ficou ansioso e na expectativa para a chegada do público naquele primeiro evento. Gregório foi o primeiro a chegar. Andreia chegou com um acompanhante, que vieram a saber depois, era o seu namorado oriundo do encaminhamento do pastor. Ela …
No outro dia, Gregório estava na sala que fora de Carla e, inspirado, sacou da sua pasta livros do romancista Jonathan Franzen: “As Correções“, “Tremor“, “Liberdade” e “Como Ficar Sozinho“. Perguntado se aquelas obras constavam da lista de livros obscuros do mês, o professor disse que não. Esclareceu que iria dar uma aula sobre a …
Todo movimento da História necessita de um certo distanciamento de modo a permitir a fria interpretação dos factos. Por ser um ensaio histórico, o livro “O Homem Revoltado” (Record, 351 p.) (“L’Homme Révolté“), do franco-argelino Albert Camus (1913-1960), publicado em 1951, justifica a sua leitura nos dias atuais, quer pela beleza de estilo, quer pela …
Fiódor Dostoiévski (1821–1881) é o que se pode chamar de um escritor completo. Completo e complexo. Em “Os Irmãos Karamázov” a literatura russa encontra o seu apogeu e transborda ao mundo a narrativa ampla, investigativa acerca das coisas da vida, dos amores e conflitos, etc. Mais que um escritor, Dostoiévski foi um psicólogo, mesmo que …