OBarrete

Porque A Arte Somos Nós

Todo movimento da História necessita de um certo distanciamento de modo a permitir a fria interpretação dos factos. Por ser um ensaio histórico, o livro “O Homem Revoltado” (Record, 351 p.) (“L’Homme Révolté“), do franco-argelino Albert Camus (1913-1960), publicado em 1951, justifica a sua leitura nos dias atuais, quer pela beleza de estilo, quer pela …

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Andreia se dirige a uma igreja evangélica. Anseia por respostas. Nada de questionamentos e de disciplina que suscite mais dúvidas que certezas. A conversa com o escritor Gregório fora improdutiva. Ele não conseguia responder nada. Sempre saía com uma evasiva. Segundo ele, a filosofia buscava mais perguntas que respostas. Mas perguntas, Andreia já tinha muitas. …

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A cidade amanhece, levanta, estuda, trabalha, fica à toa, descansa, alimenta, deita e dorme. São ónibus lotados que levam trabalhadores de periferia ao grande centro comercial, são empregadas domésticas que levantam tão cedo que, quando chegam para preparar o café da manhã dos filhos da família abastada, na correria dos preparativos e dos pormenores, vislumbra …

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No seu livro “O Humano Mais Humano“, com o subtítulo “O que a Inteligência Artificial nos Ensina Sobre a Vida” (Companhia das Letras, 367 p.), o jovem filósofo estadunidense Brian Christian aborda o quão dependente passamos a ficar das tecnologias que mapeiam todos os nossos passos e de como, em alguns casos, perdemos completamente a …

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Nesses tempos de pandemia, um livro ganhou destaque e retornou às listas dos mais vendidos no mundo. “A Peste” (“La Peste“, em francês) é um dos melhores romances de Albert Camus (1913-1960), expoente daquilo que se convencionou denominar corrente existencialista, que teve em Jean-Paul Sartre (1905-1980) outro de seu ícone. Diferentemente do existencialismo ateu de …

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