O BARRETE

Porque A Arte Somos Nós

No primeiro fim-de-semana do Festival Internacional de Cinema do Porto (Fantasporto) tive o privilégio de assistir a uma peça de excelência que, não só aplaudi de pé, assim como todos os espectadores presentes no Grande Auditório do Rivoli, e como os meus olhos raiaram de emoção convertida em lágrimas. “Bring Me Home” de Seung-woo Kim é um drama que nos eleva até a uma experiência cinematográfica que primazia o sentimento que provoca ao audiente e o uso de metáforas que são utilizadas para enfatizar a crítica. Crítica essa feita a uma sociedade corrupta que sobrepõe valores e princípios humanos básicos, como a posse de recursos fúteis.

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Thelonious Monk foi um pianista único e um dos mais importantes músicos de jazz. Monk tinha um estilo único de improvisar e tocar. Tornou-se famoso graças a essas improvisações, onde cada nota se encaixa perfeitamente no contexto da música, numa mistura incomum de ritmo e melodia. Sempre descrito como um homem excêntrico e peculiar, Monk não era muito bem visto pelos críticos da época, mas era unânime entre outros músicos. Ficou conhecido pelo seu estilo característico hipster (na verdade, ele e Dizzy Gillespie são imagens icónicas da cultura hipster das décadas de 1940 e 1950) e por ter desenvolvido um estilo único. Monk também era conhecido por emitir aforismos impenetráveis e por permanecer em longos períodos em abstração para a mera diversão e perplexidade das pessoas ao seu redor.

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Há um sentimento de admiração nos segundos finais que premiam o filme: tanto por ser um thriller difícil de prever, como pelas sensações de medo por ir seguindo em frente. Desde o início, vai havendo uma melodia que cada vez mais se vai fazendo sentir ao ritmo da pulsação dita cinematográfica; desta forma, o espectador quase que emerge dentro da narrativa, como alguém que vai apreciando tudo ao lado dos protagonistas e que, por isso, vai desenvolvendo uma opinião gradativamente irracional. Estamos a falar de um filme cujo epicentro histórico sobressai sobre 1954, em Boston, numa pequena ilha, Shutter Island (título original).

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Existem certos marcos na história do nosso país que ninguém esquece: o nascimento da nação pelas mãos de D. Afonso Henriques, as descobertas marítimas, a implantação da Republica, o 25 de Abril e… um disco que deu pelo nome de “Ar de Rock” de Rui Veloso!

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Associamos muitas vezes os blues aos campos de algodão do sul dos Estados Unidos, com muito suor e trabalho, mas “Blue Collar” vem desde já dar um toque mais moderno e electrizante, industrial: uma fábrica de automóveis onde metade dos seus trabalhadores são negros, a outra metade brancos. Todos americanos, todos sindicalizados. Salários baixos, orçamentos familiares pela costura, direitos negligenciados, é assim a vida de um operário norte-americano no final dos anos 70.

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