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Porque A Arte Somos Nós

Neste sexagésimo-quinto podcast, Bernardo Freire, Diogo Passos e Tiago Ferreira voltam à conversa para refletir sobre o último filme do realizador David Lowery – o responsável por obras como “O Cavalheiro com Arma” (2018) ou “História de Um Fantasma” (2017). Neste “The Green Knight”, onde o cineasta é também o argumentista, o elenco traz-nos nomes como os de Dev Patel, Alicia Vikander, Joel Edgerton ou Barry Keoghan.

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Na terceira história de qualquer saga, torna-se difícil para qualquer autor continuar a inovar e a apresentar ideias frescas. É por isso que “L.A. Confidential”, o terceiro livro da saga “Quarteto de Los Angeles”, de James Ellroy, fica marcado por ser o mais complexo e satisfatório policial da série da autoria do escritor californiano.

Mantendo a visão tripartida da narrativa, ensaiada com o predecessor “O Grande Desconhecido“, em “L.A. Confidential” são acompanhados de perto três membros do Departamento da Polícia de Los Angeles (LAPD). O primeiro é Edmund Exley, filho do famoso ex-detective Preston Exley. Tirando claras inspirações da personalidade analítica de Danny Upshaw de “O Grande Desconhecido”, Exley é, de todos os policiais de Ellroy, possivelmente o mais brilhante, inteligente e analítico dos protagonistas criados pelo autor.

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Sem o silêncio, o discurso não existiria. O que é interessante sobre o silêncio é que ele é construído socialmente. Em algumas culturas, o silêncio é visto como um comportamento aceite enquanto que noutras ele é interpretado como um símbolo de perigo. Pode dizer-se que o silêncio funciona como um espaço em branco, um lugar para a reprodução sonora, no entanto, esse espaço não é vazio.

Na definição mais comum do silêncio, sendo ele a total ausência de som ou sons, parte-se do principio que este é um fosso no qual nada existe, ou seja, um vazio; contudo, nos meios artísticos mais antigos, como por exemplo a pintura, escultura e literatura, é dado ao silêncio um papel fulcral, sendo ele o espaço existente entre o individuo e a obra-prima.

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Deleite. Este foi o sentimento ao ler “A turma que não escrevia direito” (Editora Record, 2010, 390 páginas), de Marc Weingarten. O livro-reportagem versa sobre escritores iconoclastas que na segunda metade do século passado imprimiram a suas marcas pessoais no Novo Jornalismo, criando um estilo alternativo ao padrão do jornalismo de até então e muitas vezes utilizado até hoje, a do cliché “como, onde e por quê”.

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“Candyman” (1992) conta a história de Helen (Virginia Mardsen), uma estudante dedicada a entender as chamadas “lendas urbanas modernas”, que está a construir uma pesquisa científica para perceber como é que o imaginário social contribui para estimular, precisamente, essas lendas. No desenvolvimento da sua tese, ela começa a ganhar interesse sobre um mito em particular, o de Candyman, uma figura assustadora, alegadamente responsável por uma série de assassinatos no bairro de Cabrini-Green, Chicago.

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