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Porque A Arte Somos Nós

Se os anos 10 foram importantes na definição da linguagem cinematográfica, foi nos anos 20 que o cinema atingira a puberdade. Os filmes tornaram-se mais sofisticados, com os criativos a experimentar e aplicar técnicas que avançaram tanto a forma como a complexidade das histórias no grande ecrã. Em países como os Estados Unidos, em 1926, esta febre levou a indústria do cinema a atingir um pico de luxúria e indulgência. “Babylon”, assinado pelo cineasta norte-americano Damien Chazelle, propõe-se a fazer uma revisão dos bons velhos tempos, ao mostrar a ascensão dos protagonistas e a sua inevitável queda.

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Enquanto desenvolvia a ideia para o terceiro lançamento da sua nova vaga de jogos baseados em full-motion video, Sam Barlow ter-se-á provavelmente deparado com o seguinte dilema: seguir as pisadas de “Her Story” e “Telling Lies“, ou tentar uma abordagem completamente nova? Desde que “Immortality” foi anunciado pelo próprio Barlow, que várias pistas indiciavam que a resposta recairia pela segunda opção.

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A inusitada frase “Ninguém escreve ao coronel” foi ouvida numa música de Humberto Gessinger, Sua Graça. O ex-Engenheiros do Hawaii é reconhecido pelas inserções literárias nas suas músicas, tais “pergunte ao pó por onde andei” (referência a John Fante); “Eu me sinto estrangeiro, passageiro de algum trem” (Albert Camus); “O Exército de um homem só” (Moacyr Scliar); “Não sou eu o mentiroso, foi Sartre quem escreveu o livro” (Sartre); “A medida de amar é amar sem medidas” (Santo Agostinho) e, se fosse aqui elencar todas, a resenha ficaria enorme.

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As relações humanas são complexas e guardam dentro de si todo um complexo puzzle de interesses, de falsidade, para o qual é preciso arte a fim de o solucionar. Além disso, muitas vezes na nossa vida a ganância, fortalecida pelo nosso ego, acaba por tomar um lugar de destaque, fazendo com que as conexões que estabelecemos com os outros sejam, na sua essência, apenas circunstanciais, pois, na realidade, não nos acrescentam valor. Sendo que as pessoas, per si, são, porventura, o maior mistério que encontramos durante o nosso caminho; por isso é que é preciso audácia para as desconstruir.

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