Publicado em 1649, portanto, um ano antes do seu falecimento, o tratado “As Paixões Da Alma” (Editora Nova Cultural, 1987, 76 páginas), de René Descartes, nascido em 1596, é uma obra investigativa sobre as nossas afeções e sentimentos, daí o embrião desta investigação mais intimista – o qual o campo da Psicologia abordaria muito mais tarde.
Espírito do seu tempo, tendo já publicado o seu notável “Discurso Do Método” doze anos antes, neste “As Paixões Da Alma” a ciência continua a ditar a norma, a despeito de todo o ensinamento eclesiástico pretérito. Partindo da compreensão de que o homem é corpo e alma, sendo esta compreendida como o anima grego, no seu entendimento mecanicista do corpo (lembram-se de Leonardo da Vinci?), Descartes discorrerá sobre os organismos, as suas funções, atividades, cavidades, correspondência entre as peças desta máquina perfeita e de como a alma perpassa tudo isso.
Ler mais