OBarrete

Porque A Arte Somos Nós

Paisagem fria, palácio vazio, exército, segredo, tradição. Repito, tradição. “Spencer” abre-se ao espectador desde o início, não esconde segredos, ou quanto mais, tenta brincar com eles. Sensorial, o filme inicia-se com a preparação da época natalícia da família Real Britânica, com uma armada de cozinheiros e um chef prontos a satisfazer o apetite voraz da Coroa. Todos os convidados devem chegar antes da Rainha, exige o proctólogo, e assim parece ser. Contudo, após uma audaz sucessão de planos, apercebemo-nos que a estrela da companhia está em falta. Atrasada, mas iluminando todo o seu caminho, a Princesa Diana vê-se no “meio do nada” a questionar todos os presentes onde está. Perdida? Nunca.

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Foi há 30 anos que James Cameron materializou aquele que viria a ser um dos filmes de referência na história do cinema contemporâneo. O mote já havia sido lançado em 1984, com o primeiro filma da saga, “The Terminator” (em português “O Exterminador Implacável“), no entanto, desta vez Cameron foi bastante mais longe e mostrou de forma clara todas as suas capacidades para realização de grandes obras cinematográficas, pensadas para serem visualizadas em telas de grandes dimensões, onde, por mais que gostemos do conforto de nossa casa, a envolvência é diferente!

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“Tonio Kröger” (Editora Abril Cultural, 1971, 85 páginas) é uma curta novela de Thomas Mann, autor de “A Montanha Mágica” (que não canso de afirmar, foi o melhor livro que li na vida). Tonio é o nome da personagem principal, um rapaz que nutre pelo amigo Hans um amor platónico, ao mesmo tempo ciumento e que parece não gostar da amizade deste com outros rapazes. Tonio tem alguns complexos, como o de ter o cabelo crespo e ser filho de uma latino-americana, o que deixa entrever dados biográficos, pois a mãe do Prémio Nobel da Literatura era brasileira. Se o Brasil ainda não venceu um Nobel da Literatura, pelo menos de forma indireta isso se deu.

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Imaginem em Portugal algo surgir fora do eixo Lisboa-Porto. Pois cá no Brasil essa díade é do eixo Rio de Janeiro-São Paulo, províncias fronteiriças que ditam o decurso da arte, cultura, etc. Mas vem da província Rio Grande do Sul, mais ao Sul, uma das mais importantes bandas do rock Brasil: Engenheiros do Hawaii. Formada por Humberto Gessinger (voz e baixo), Augusto Licks (guitarras) e Carlos Maltz (bateria), o trio já tinha três discos no currículo até que lançou um ao vivo, intitulado “Alívio Imediato”. Isso em 1989. A setlist é a seguinte:

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