OBarrete

Porque A Arte Somos Nós

I

Mr. Mike Flanagan

Seja a escrever para o grande ecrã ou para o pequeno ecrã, o realizador e argumentista estadunidense Mike Flanagan, responsável por este “The Haunting of Bly Manor”, tem-se mostrado versado em espetros e almas penadas. Seja em mistérios menos vistosos como “Absentia” (2011), ou em produções aprimoradas ao estilo de “Jogo Perigoso” (2017), o criativo formou um corpo de trabalho que está para os fantasmas como o de George A. Romero está para os zombies. É certo que está longe de ser pioneiro na utilização destas figuras abstratas no cinema. Antes dele, Lewis AllenRobert Wise já perturbavam as mentes das audiências com filmes como “A Casa Assombrada” (1944) e “The Haunting” (1963), respetivamente.

Ler mais

“A seleção natural é a solução verdadeira. É a única solução viável já sugerida. E não é apenas uma solução viável, é uma solução de incrível poder e elegância”


“Deus, Um Delírio”

“Deus, Um Delírio” (Companhia das Letras, 520 p.) de Richard Dawkins, lançado em 2006, é um livro divertidíssimo. Em estilo provocante e por vezes sarcástico, o geneticista e um dos maiores expoentes da Ciência Moderna ataca sem dó nem piedade o obscurantismo religioso e dogmático que, intolerante, se não queima hereges e bruxas nos tempos atuais, impregna de fanatismo civilizações bárbaras e que, sob o verniz da religião, continua com as práticas estúpidas de perseguições, intolerâncias e medos.

Ler mais

Podem ler a primeira parte do trabalho “A Mensagem de Fernando Pessoa” aqui!

No caso da filosofia, a vontade de a tudo descobrir, que é seu motor, é uma vontade equivalente à vontade de cruzar o mar. E quando nos deixamos conduzir por ela, é presumível que também aqui aca­bemos descobrindo que o mundo não é como supomos. Pois, se desco­bríssemos que o mundo é como supomos, que sentido teria o caminhar e a vontade de descobrir?

Ler mais

Há uma família de jogos particularmente interessante de ser falada e que se situa num género a que se dá muitas vezes o nome de “narrativas interativas” (à falta de um nome melhor). Ainda que não haja um modelo estrutural para a categoria de jogos, é possível traçar algumas características que são habituais à maioria dos seus integrantes. São jogos onde é esperado que a história se sobreponha à jogabilidade (ou até aos gráficos), e onde esta primeira, simultaneamente, não seja predeterminada e onde as diferentes possibilidades narrativas decorram (direta ou indiretamente) do jogador.

Ler mais

“Existo. É suave, tão suave, tão lento. E leve: dir-se-ia que isso flutua no ar por si só. Mexe-se. São leves toques, por todo lado, toques que se dissolvem e se desvanecem. Suavemente, suavemente. Há uma água espumosa na minha boca. Engulo-a, ela desliza pela minha garganta, me acaricia – e eis que renasce na minha boca, tenho perpetuamente na boca uma pequena poça de água esbranquiçada – discreta – que roça a minha língua. E essa poça também sou eu. E a língua também, e a garganta, sou eu”


“A Náusea”

“A Náusea” (Editora Nova Fronteira, 259 p.) de Jean-Paul Sartre (1905-1980) é um livro de 1938 que narra a vida insonsa de Antoine Roquentin, um intelectual pequeno burguês que se retira para fazer uma tese académica sobre um obscuro personagem histórico (o Marquês de Rollebon) na cidadezinha de Bouville. O livro é escrito em forma de diário e apresenta-nos desde breves relatos a explanações mais elaboradas, tudo circunscrito à vida medíocre do seu protagonista.

Ler mais