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Porque A Arte Somos Nós

Vivian Maier (1926-2009) trabalhou como ama durante mais de quatro décadas. desde o início da década de 1950. Toda a sua vida passou inevitavelmente despercebida, até que a sua obra fotográfica foi descoberta em 2007; um trabalho colossal, composto por mais de 120 000 negativos, filmes em Super 8 mm e 16 mm, várias gravações fotografias diversas e inúmeros filmes por revelar.

No seu tempo livre, Vivian Maier fotografava a rua, pessoas, objetos, paisagens; em suma, fotografava aquilo que via imediatamente, sabendo como captar o seu tempo numa fração de segundo. Narrou a beleza das coisas comuns, procurando as brechas impercetíveis e as inflexões elusivas do real na banalidade do dia a dia.

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A autoria da “Odisseia“, poema épico fundador da literatura ocidental, é atribuída ao poeta Homero, da Grécia Antiga (928 a. C.- 898 a. C). Existem várias polémicas sobre a sua real existência histórica, mas ele é a personificação coletiva de toda a memória dos gregos, a culminância de séculos de histórias contadas oralmente.

A “Odisseia” narra a perigosa jornada de dez anos do herói Odisseu, também conhecido como Ulisses, para retornar à sua casa na ilha de Ítaca, após a guerra de Troia, enquanto a sua esposa, Penélope, resiste aos pretendentes estrangeiros que não desejavam somente o seu amor, mas o poder do seu reino. Penélope não é ingénua. Esta tem um pensamento político. Não quer entregar o governo a estranhos, que, certamente, matariam o seu filho, Telémaco. E assim, bordando um sudário, aguarda a chegada improvável do seu amado Odisseu.

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“Tudo pode acontecer, até o pior. Pois o pior também ronda na matilha das possibilidades. A hiena da desgraça passeia ao acaso em meio à banalidade.”


“A Travessia de Eva”

O livro “A Travessia de Eva” (editora Bertrand Brasil, 2005, 160 páginas, traduzido por Marcelo Dias Almada), do escritor francês Pierre Péju, nascido em 1946, é excelente! Também filósofo e ensaísta, sobressaem-se na história estas interseções, acrescidas de um vasto grupo de autores clássicos que são citados, sem pedantismo.

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Ler “Cem Anos de Solidão“, do colombiano Gabriel Garcia Márquez (1927-2014), radicado na Cidade do México, Prémio Nobel da Literatura em 1982, é sempre uma viagem profunda numa narrativa poderosa e complexa, cheia de fugas e interrupções. Exemplo maior do realismo mágico impregnado na literatura hispano-americana. O autor desentranha o maravilhoso das coisas que o rodeiam, misturando o real e o fantástico. Traz à tona elementos simbólicos, primitivos, que são as forças autênticas da terra. Conta a incrível história de uma família por sete gerações, os Buendía, uma estirpe que guarda anseios e dores de um povo oprimido, colonizado.

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