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Porque A Arte Somos Nós

Neste vigésimo-terceiro podcast, Bernardo Freire, Diogo Passos e Tiago Ferreira voltam à conversa para falar de uma recente surpresa no mundo do horror. A Sétima Arte foi recentemente presenteada com “Relic”, a primeira longa-metragem realizada por Natalie Erika James, e que conta no elenco com nomes como Robyn Nevin, Emily Mortimer ou Bella Heathcote.

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Apesar de ter emigrado para França aos 10 anos, o cineasta e argumentista laociano Kiyé Simon Luang está longe de esquecer as suas raízes. Depois de se estrear em longas-metragens documentais com o filme “Ici finit l’exil” (2010), o autor troca a realidade pela ficção em “Goodbye Mister Wong”, uma película filmada em Laos que medita sobre o passado, o presente e o futuro do país asiático. Mais do que um esplêndido exercício em enquadramento e composição fotográfica, este melodrama oferece uma narrativa pausada, contemplativa e até dispersa, ainda que não abdique de um débil fio condutor para guiar a sua experiência imagética.

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A relação que a morte tem com o terror é a mesma que a carne tem com a unha. São inseparáveis. Tal como acontece neste “Relic”. Não há como não sentir o peso da condição humana quando estamos diante dos últimos suspiros de um ente querido, assunto que tem sido explorado desde sempre pelo canon da cinematografia de horror. Mais recentemente, “The Dark and the Wicked” (2020) surpreendeu pela forma maliciosa como abordou o tema, mas foi “Relic”, a estreia da cineasta Natalie Erika James, que o elevou para terrenos emocionais e assombrosos.

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As montanhas do norte argentino, perto da fronteira com a Bolívia, são o território místico escolhido pelo cineasta e argumentista Alejandro Telémaco Tarraf para filmar a sua estreia em longas-metragens. Com o nome sugestivo de “Piedra Sola”, o drama documental serve-se de um motivo narrativo simples para registar planos naturais de outro mundo, onde o Homem e a Natureza são um só. A concorrer na seleção de filmes do Festival Porto/Post/Doc 2020, na Competição Internacional, esta é uma aposta que exige a total atenção do espetador para que não falhem interjeições de esplendor.

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O filme “A Nossa Terra, O Nosso Altar”, de André Guiomar, é um longa-metragem que retrata um processo de gentrificação comum em Portugal como um todo. Neste caso específico, aponta para o bairro do Aleixo, na Cidade do Porto, e a vida comum dos seus moradores, com todos os seus dramas pessoais e saudades. Ao longo de sete anos, e a partir das notificações judiciais para que as famílias desapropriem o espaço, e à medida em que o tempo passa, a melancolia do lugar abandonado e das portas concretadas (indicando catacumbas) vai nos oferecendo uma tristeza compartilhada. Esse sursis temporal acompanha a rotina dos seus residentes, impotentes diante do facto.

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