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Porque A Arte Somos Nós

No mais recente trabalho de Ciro Guerra, adaptado do romance “Waiting For The Barbarians“, do escritor J. M. Coetzee, somos levados para o meio do deserto numa fronteira dominada pelos britânicos, na qual uma pequena comunidade vive e sobrevive de forma aparentemente harmoniosa, mesmo estando constantemente alerta quanto a um possível ataque dos “bárbaros”. Toda esta paz é perturbada pela chegada das chefias da Coroa, sendo que durante quase duas horas somos desafiados a um jogo de ética, sadismo, e alguma paciência.

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Não tem jeito: parece cliché que em todas as crises apareçam os analistas da televisão, os especialistas e os formadores de opiniões. Encastelados nas suas cadeiras, propagam verdades da noite para o dia, falam inclusive sobre o que não sabem e, para deleite do grande público, explicam todas as coisas. Como filósofo, tal como Luc Ferry, desconfio desse imediatismo e mesmo quando sou chamado para uma entrevista, na maioria das vezes recuso sob o argumento de que terei que estudar mais o tema.

Cheguei a demorar oito anos para dar uma resposta a partir de um questionamento para a solução de um problema. Óbvio que o mundo não esperou pela minha desimportante opinião e, brincando um pouco, não alterou em nada o preço do dólar.

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Dexter Morgan (Michael C. Hall) – analista de padrões de sangue na polícia de Miami durante o dia e um assassino justiceiro à noite. Esta série de oito temporadas, inspirada nos livros de Jeff Lindsay, traz uma lufada de ar fresco às nossas vidas no momento em que a começamos a ver: Miami, o calor, a comida, as praias e tudo mais. No entanto, a personagem que narra os nossos cenários revela-nos o seu lado obscuro de imediato e aí a série adquire um tom quase irónico, mas sempre obscuro.

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O filme “Chinatown“, de 1974 (ano do meu nascimento, que presente!), do cineasta Roman Polanski, traz no seu elenco Jack Nicholson, Faye Dunaway e John Huston. Recebeu um Óscar em 1975 na categoria de Melhor Argumento Original; Globo de Ouro de Melhor Filme, categoria Drama; Melhor Realizador, Melhor Argumento (que foi de Robert Towne) e Melhor Ator para Jack Nicholson. São duas horas e 10 minutos de um excelente policial. O cenário, fotografia e figurino do filme são excelentes, retratando o ano de 1932 numa desértica Los Angeles, caracterizada à época por não ser ainda a Meca do cinema.

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Dotado da arte da animação, ilustração e narração de histórias, Lucas Moreira é um jovem artista brasileiro que emigrou do seu país natal para a cidade do Porto, onde encontrou o seu pousio de eleição. Licenciado em Artes Visuais pela Escola Superior de Artes e Design de Caldas da Rainha, em Leiria, é no ofício do motion design que Lucas, de 31 anos, dá asas à imaginação numa base diária.

Podcaster semanal no projeto de crítica cinematográfica Binge Portugal, Lucas sacia a sua criatividade entre os mais variados projetos: em 2018 venceu o prémio CCDRN pela sua curta-metragem animada “O Norte Somos Nós“; em 2019 publicou um livro chamado “Something More“, uma coletânea de contos ilustrados; mais recentemente chegou a estrear em diversos festivais, incluindo a 40.ª edição do Fantasporto, uma curta-metragem animada, “Chasing Sparks“. Entre estes destacam-se ainda outros trabalhos contínuos de animação e ilustração.

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