OBarrete

Porque A Arte Somos Nós

Muitas vezes, a consciência moral não se mede apenas pelo ato cometido, mas pela capacidade de suportarmos ou neutralizarmos o peso do que fizemos; por isso, universalmente falando, a falha ética mais profunda talvez não seja a transgressão em si que fazemos, mas a facilidade com que racionalizamos, com que dissociamos e com que normalizamos o dano causado. Efetivamente, isto expõe uma fragilidade humana recorrente: é comum não escolhermos entre o bem e o mal de forma limpa, mas sim porque estamos à procura de preservar a nossa própria imagem – e é precisamente aí que a nossa moralidade deixa de ser um princípio abstrato para se tornar um teste concreto de integridade.

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“A velhice não é uma batalha; a velhice é um massacre.”


“Homem Comum”

A obra “Homem Comum” (Editora Companhia das Letras, 2007, 131 páginas), de Philip Roth, tradução de Paulo Henriques Brito, é mais um texto contundente que o autor nos oferece. A cena inicial dá-se num cemitério, e lá ficamos a conhecer a vida deste homem comum, filho de uma família judia que era proprietária de uma relojoaria/joalheria antes da Segunda Grande Guerra nos Estados Unidos, e as tarefas suburbanas deste miúdo que desde cedo teve que ser submetido a cirurgias. Uma, para a erradicação de um caroço e inchaço perto dos testículos, deu-se em tenra idade. Ele lembra-se da companhia de quarto, também um miúdo, que estava mal e fica na sua memória a cama vazia deste no dia seguinte.

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A Jangada da Medusa” (1818-1819) é um quadro do pintor francês Théodore Géricault exposto no Museu do Louvre. Uma obra impressionante: homens amontoados em forma de pirâmide sobre uma embarcação tosca, a vela enfunada, as ondas movimentando o mar, corpos decepados, seres emaciados como figuras de cera e, num canto, um machado sangrento e um uniforme vermelho e azul abandonado, símbolo do colapso militar e político de França, após a queda de Napoleão.

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“As mulheres ou veem tudo, ou não veem nada, segundo o seu estado de alma. O amor é a sua única luz.”


“A Falsa Amante”

Ao deleite com mais uma novela de Honoré de Balzac (1799-1850). É chegada a hora de avaliarmos uma linda história de amor em “A Falsa Amante” (Editora Biblioteca Azul, 2012, 68 páginas). Aqui o foco recairá para “esta gente do Norte”, os amigos polacos Adão e Tadeu, que chegam a Paris tentando imiscuir-se na sociedade francesa. Valorosos soldados, inclusive Tadeu Paz é capitão e de certa forma orientador do amigo, notadamente nas questões pecuniárias. Amizade como esta não existe e rapidamente adquirem uma propriedade faustosa em Paris, dando-se o casamento com Clementina du Rouvre, filha única do marquês du Rouvre. O conde Adão Mitgislas Laginski é o noivo e ambos percorrerão as rodas da sociedade.

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Na tentativa de chamar à atenção para a barbárie, os presidiários dos vários complexos do Alabama, apoiados na escola pacifista de Martin Luther King Jr., anunciam uma greve pacifista. Procuram atingir o sistema onde mais dói: no bolso.

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