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Porque A Arte Somos Nós

O filme “Niños Somos Todos” é um documentário de 95 minutos dirigido por Sergi Cameron, de 2019, e que participou no Porto/Post/Doc, o Festival de Cinema da Cidade do Porto. Um artista da cidade de Elche, Espanha, Iván Leopardo, viaja para a Bolívia em busca de musicalidades e troca de experiências com o flamenco, e já no início somos convidados a viajarmos juntos. Primeiro, pelas características geográficas do sítio, em cidades encravadas aos pés da Cordilheira dos Andes, com paisagens deslumbrantes. A genuidade de um povo e a sua rica cultura, daí a troca e experiências que somam bastante ao espírito inquieto do Niño de Elche.

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Antes de chegar a “My Octopus Teacher”, admito ter alguma dificuldade em lidar com a forma como a Netflix pressiona o consumidor de modo a que ele avance logo para outro produto fílmico quando se termina de ver seja o que for. A contagem decrescente é especialmente irritante quando a experiência foi de tal modo enriquecedora que leva a querer ver os créditos finais em forma de meditação. Foi exatamente esse sentimento enfurecedor que a plataforma de streaming desencadeou em mim quando acabei de passar por “My Octopus Teacher”, um documentário memorável que revela uma poderosa conexão entre um humano e um animal.

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Ao início podemos achar que vamos ver um documentário que retrospetiva a história do estilo de música punk em Inglaterra, mas é um pouco mais abrangente que isso. Graças a essa vertente mais híbrida, “White Riot”, realizado por Rubika Shah, é um documento com mais peso político do que propriamente musical. Com muito arquivo da altura e com um leque recheado de entrevistados, o filme transporta-nos para um momento de tensão em particular vivido no fim da década de 1970 em terras de Sua Majestade.

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O filme angolano “Ar Condicionado”, com duração de 1h12, é um drama dirigido por Fradique, com produção de Jorge Cohen, e que apresenta como principais atores José Kiteculo, Filomena Manuel e David Caracol. Na periferia de Luanda, aparelhos de ar-condicionado começam misteriosamente a desabar sobre as pessoas e o cenário apresenta-nos prédios decadentes e personagens que insistem em sonhar, a despeito de vivências tão sacrificadas. Zézinha, vivida por Filomena Manuel, inicia a sua conversa com o zelador Matacedo (interpretado por José Kiteculo) rememorando o pai e o vento advindo do mar, na sua ilha.

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