Por vezes, o mal, enquanto tentação, pode nascer de uma natureza corrompida ou de um conjunto de circunstâncias que tornam a transgressão não só possível, mas quase sedutora. Universalmente falando, a fronteira entre um “cidadão respeitável” e um criminoso é mais ténue do que se calhar queremos admitir – e, portanto, às vezes basta um ligeiro deslocamento – um olhar, uma proposta, uma oportunidade – para expor todo o abismo que cada um de nós traz dentro de si. Desta forma, podemos perguntar-nos: até que ponto as nossas escolhas quotidianas são realmente éticas, e não apenas convenientes – enquanto o risco permanece baixo e ninguém nos convida explicitamente a “atravessar a linha”?
Ler mais