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Porque A Arte Somos Nós

Como último livro da tetralogia do “Quarteto de Los Angeles”, “White Jazz” tem uma tarefa árdua, a de conseguir colocar um ponto final numa série muito preocupada em retratar uma faceta da cidade de Los Angeles, nomeadamente o funcionamento interno da máquina que é o Departamento da Polícia e todos os casos que a circundam. Para esse efeito, o escritor James Ellroy decidiu voltar à fórmula com que abriu o “Quarteto” e contar a história na primeira pessoa, usando o ponto de vista de um dos polícias do departamento.

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De acordo com o tema “Génesis” dos Encontros da Imagem de 2021, o Lucky Star – Cineclube de Braga apresentou já “O Crime do Sr. Lange” (1936), por Jean Renoir, o esperançoso e hipotético nascimento de uma sociedade mais solidária, “A Gruta dos Sonhos Perdidos” (2010) por Werner Herzog, o nascimento da arte nas pinturas de uma gruta, e “Pedro, o Louco” (1965), por Jean-Luc Godard, um filme emblemático da Nouvelle Vague do cinema francês.

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Moro numa pequena casa, atrás de um pé de manacá. Essa flor dos barrancos é um pouco louca, pois muda de cor. Nasce branca, depois vai passando para o rosa, o lilás até chegar ao roxo macerado. Extravasa um aroma delicado, de mel sugado por pássaros. A palavra “manacá”, de lirismo popular, logo nos traz à memória versos rimados em “a”, como naquele poema do ultrarromântico poeta Fagundes Varela (1841-1875): “Pelo jasmim, pelo goivo / Pelo agreste manacá / Pelas gotas do sereno / Nas folhas de gravatá / Pela coroa de espinhos / Da flor do maracujá.

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