OBarrete

Porque A Arte Somos Nós

Neste décimo quarto podcast, Bernardo Freire, Diogo Passos e Tiago Ferreira voltam á conversa para discutir o filme da Netflix “Tudo Acaba Agora” (título em português), realizado por Charlie Kaufman, e que conta no elenco com Jesse Plemons, Jessie Buckley, Toni Collette ou David Thewlis. Esta obra é uma das últimas apostas da plataforma streaming no seu catálogo.

Ler mais

“I’m Thinking of Ending Things”, ou em português “Tudo Acaba Agora“, é um filme com imensa personalidade, com um carisma tremendo, nunca descorando o seu lado mais sarcástico e, ainda assim, contemplativo. Toda a sua narrativa é um mar de intelectualidade, de profundidade quanto ao carácter sui generis de cada personagem, permitindo-nos uma experiência muito rica de cada ponto de vista, mas claro, o da protagonista (Jessie Buckley) prevalece, e bem.

Ler mais

“Heavier Than Heaven (Mais Pesado que o Céu)” é o excecional livro biográfico de Kurt Cobain, escrito pelo experiente Charles R. Cross, um dos mais notáveis críticos musicais de nosso tempo. Nesta biografia publicada pela Editora Globo, com 450 p., no ano de 2001, Cross devassa a vida e obra de Kurt Cobain (1967-1994), líder da melhor banda de grunge rock dos anos 90, os Nirvana. Kurt, herói de si mesmo, proclama que não desejaria chegar aos 30 anos e insistiu numa epopeia destrutiva que culminou com um tiro na cabeça, a 5 de abril de 1994.

Ler mais

Já nos habituamos a ver Will Smith em papéis divertidos, ou pelo menos ligeiros, na perspetiva da exigência do desempenho do ator como veículo de transmissão de uma mensagem. São disto exemplo, filmes como “MIB – Homens de Negro” (1997), “Wild Wild West” (1999) ou mais recentemente “Aladdin” (2019). Mas, Will Smith é um ator com capacidades muito para além destes papéis “ligeiros” e já o demonstrou em películas como “Ali” (2001), onde tem um super desempenho na biografia dessa lenda do boxe mundial que dava pelo nome de Cassius Clay, mais tarde Muhammad Ali quando se converteu ao Islão.

Ler mais

Às vezes, como filósofo e observador do mundo à minha volta, chego à conclusão de que “a natureza humana tende para o mal”, como nas conceções de Santo Agostinho e Kant. Sempre será necessário um esforço para combatermos esse mal, com razão e discernimento e imbuído do sentimento do bem. Nas nossas relações interpessoais, até devido ao facto de observar em mim mesmo e nos outros, sinto-me um completo idiota tal Príncipe Minskin do livro “O Idiota“, de Dostoievski, a ver o jogo de interesses, conchavos e traições advindas das nossas relações. Daí a minha alegria ao ler “Grandes Esperanças” (Saraiva de bolso, 641 p.), do inglês Charles Dickens (1812-1870), um dos clássicos da literatura universal.

Ler mais