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Porque A Arte Somos Nós

Estávamos em 1979 quando chegou às salas de cinema o remake do clássico filme de F.W. Murnau, “Nosferatu“, pelas mãos de Werner Herzog, o aclamado cineasta alemão responsável por obras como “Fitzcarraldo” (1982) ou “Aguirre, a cólera de Deus” (1972). Curiosamente, existe algo em comum entre estas duas películas e “Nosferatu: o Fantasma da Noite“, título em português: Klaus Kinski. O ator polaco interpreta o papel de Conde Drácula, um vampiro que reside num castelo na Transilvânia, mas que deseja mudar-se para Wismar, uma pequena cidade alemã.

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Sendo uma frase mais familiar no contexto de outra altura do ano, sempre fui adepto do estado de espírito: “O Halloween é quando o Homem quer”. Partilhar e sentir histórias de horror e terror alenta-me a alma e ajuda-me a combater os demónios do dia-a-dia. Em última instância, estas narrativas medonhas e aterradoras colocam à nossa frente um espelho onde refletimos receios, preocupações, traumas. As melhores têm inclusive propriedades terapêuticas, ajudando a lidar com essas mesmas problemáticas através dos poderes da empatia e da perspetiva.

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Se não leram o conto passado, podem reavivar a memória aqui!

Foi por acaso que Nico foi a Buenos Aires. Resolveu na semana ainda. Comprou passagens pela Aerolíneas Argentinas e reservou hotel no NH Florida. Viajou para uma estadia de cinco dias, e nem roteiro levou. Percebeu que não tinha adquirido guia turístico e a viagem de improviso foi facilitada pela não necessidade de passaporte. Já em Confins, para o voo das nove e meia da manhã, ficou ansioso. Chegou ao aeroporto às sete, receoso pela primeira viagem de avião. Dirigiu-se ao balcão do check in, enrolou-se com algumas providências e, depois de muitas mancadas, se viu na área de embarque. Discretamente, perguntou a uns seis no portão de embarque se eles estavam ali para tomar o avião. “Sim”, disseram. Tranquilizou-se e intentou seguir o fluxo.

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“O amanhã não é garantido. Nada é garantido.”


Shanann Watts

Nos primeiros minutos de “American Murder: The Family Next Door” vemos uma sequência de cenas típica que no contexto de um documentário criminal antecede uma tragédia inevitável. Uma residência. Uma família feliz. Sorrisos contagiantes que nos fazem relacionar e torcer pelas pessoas que estamos a assistir. Nestes momentos iniciais, Jenny Popplewell, a realizadora, convida-nos a conhecer o lado mais superficial da família Watts – o lado visível nas redes sociais – até que um desaparecimento inesperado começa lentamente a revelar as fissuras que existiam no seio do lar.

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Podem ler a primeira parte deste trabalho aqui!

Segundo “Fédon“, Platão não estaria presente no momento da morte de Sócrates por se encontrar doente. Porém, é através dele que conseguimos construir a imagem do filósofo encarcerado e a sua morte. Assim, Jacques-Louis David faz representar Platão sentado aos pés da cama onde Sócrates vive os seus últimos momentos. Platão é representado como o filósofo censurado, com um pano a tapar-lhe a boca. É curioso como as figuras de Sócrates e Platão se parecem fundir, não só visualmente, mas como duas personagens históricas em que uma não existiria sem a outra. Assim, Platão é um espelho ideológico de Sócrates.

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