OBarrete

Porque A Arte Somos Nós

“A gata do Dalai Lama” é um romance escrito por David Michie e conta-nos a história de uma pequena gata que foi salva pela Sua Santidade Dalai Lama e, assim, se tornou a sua companheira. A palavra-chave deste livro é, sem dúvida, felicidade. Uma pequena gata prestes a morrer foi parar às mãos do Dalai Lama e deparou-se com um mundo completamente diferente que, para ela, rapidamente se tornou a sua casa. A magia reside no facto de os ensinamentos do budismo tibetano serem comprimidos num pequeno livro e chegam até ao leitor muito subtilmente através das vivências da nossa Rinpoche (uma das alcunhas da nossa protagonista, que significa “preciosa”).

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“Eu pensava um bocado sobre os poemas que não conseguia escrever… Eu masturbava-me… A solidão é essencialmente uma questão de orgulho, mergulhamos no nosso próprio cheiro. É sempre assim com todos os verdadeiros poetas. Se alguém passa muito tempo a sentir-se feliz, torna-se banal. Da mesma forma, se ficamos infelizes por muito tempo, perdemos a nossa capacidade poética… A felicidade e a poesia só podem coexistir por um prazo brevíssimo. Depois disso, ou a felicidade embota o poeta ou o poema é tão verdadeiro que destrói a sua felicidade. Morro de medo da infelicidade que me espera em Frankfurt…


“Neve”

“Neve”, livro do escritor turco Orhan Pamuk (Editora Companhia das Letras, 2007, 488 páginas) é uma obra agradável. O que faz um livro transformar-se num bestseller? Ainda para mais ao tratar um país tão contraditório quanto a Turquia? Nós, ocidentais, temos sérias dificuldades quando, de forma maniqueísta, outorgamos o mal como sendo domínio do outro. Orhan Pamuk, Prémio Nobel da Literatura em 2006, trata dessas diferenças de forma brilhante. Cadencia as páginas da obra com leveza de poeta.

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Miguel Andresen de Sousa Tavares nasceu a 25 de junho de 1952. É jornalista, editor, escritor e comentador político. Os seus comentários na TVI e os seus artigos de opinião para o jornal Expresso são, frequentemente, polémicos. O jornalismo sempre o fascinou, era o seu sonho. Começou numa altura para ele fascinante, a seguir à ditadura, onde “estava tudo por fazer” a nível de reportagem. É, ainda, um crítico feroz do Novo Acordo Ortográfico, que considera ser “uma traição à pátria” e “a perda de identidade de um povo“. Em 2003, publicou o seu primeiro romance, “Equador“, que vendeu mais de 400.000 exemplares em Portugal, foi traduzido em 12 línguas e está editado em cerca de 30 países.

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Neste trigésimo-sétimo podcast, Bernardo Freire, Diogo Passos e Tiago Ferreira voltam à conversa com mais uma convidada especial, a Inês Moreira Santos, que tem o projeto “Hoje (vi)vi um Filme“, veio partilhar connosco os seus filmes preferidos da década de 1980. Obviamente que os membros do Barrete também fizeram as suas escolhas, umas mais sonantes do que outras. É ver (e ouvir) para crer.

A escolha dos filmes não tem uma ordem de melhor para pior ou vice-versa, sendo esta arbitrária e baseada no gosto e critério dos participantes. Contudo, não será de estranhar encontrar entre estas escolhas filmes como “Blade Runner: Perigo Iminente” (1982), realizado por Ridley Scott, ou até mesmo “E.T. – O Extra-Terrestre” (1982), um clássico de Steven Spielberg. Pelo meio, outras pérolas como “Paris, Texas” (1984), de Wim Wenders, poderão despertar o interesse a novas descobertas cinematográficas.

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