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Porque A Arte Somos Nós

Quando se pensa na realidade do nosso tempo existem dois conceitos fundamentais: sociedade de massas e liquidez. Como o escritor José Maurício de Carvalho esclarece, o primeiro vem do filósofo espanhol Ortega y Gasset, célebre pela publicação “Rebelião das Massas” (1930) e o segundo vem do sociólogo polaco Zygmunt Bauman, autor do clássico “Modernidade Líquida” (2000). Embora com 70 anos de distância, estas obras retratam as mudanças sociais e o seu impacto na vida das pessoas. Falar de uma sociedade de massas e de um homem sem capacidade crítica, infantil e imaturo, ou inculto, como descreve Ortega, ajuda a explicar porque é tão fácil que as redes sociais divulguem o ódio e a violência como coisas banais.

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O filme “Belfast”, do realizador Kenneth Branagh, é um drama com duração de 1h39min. Traz no seu elenco nomes como os de Jamie Dornan, Caitriona Balfe, Judi Dench, Jude Hill, Cláran Hinds, entre outros. O mote é o conflito religioso entre católicos e protestantes na Irlanda do Norte, em finais da década de 1960. Apresentado em branco e preto, logo Jude Hill (interpretando Buddy) nos captura com o seu sorriso franco e dentes da frente proeminentes de um miúdo.

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Dom Sebastião (1554-data da morte em estudo) foi rei de Portugal e dos Algarves. Único filho legítimo de João Manuel, Príncipe de Portugal e da sua esposa, Joana da Áustria. Foi um herdeiro esperado e desejado para dar continuidade à dinastia dos Avis. Assumiu o governo aos catorze anos de idade, manifestando fervor religioso e militar. Defendeu os interesses portugueses no norte de África, planeando a tomada do porto de Larache, controlado pelos gananciosos turcos. Nesse porto, os corsários atacavam as naus portuguesas, impedindo o comércio transatlântico. Espanha não enviou ajuda: as prometidas galés. Dom Sebastião então marchou por terra culminando na armadilha da Batalha Alcácer Quibir.

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Publicado em 1649, portanto, um ano antes do seu falecimento, o tratado “As Paixões Da Alma” (Editora Nova Cultural, 1987, 76 páginas), de René Descartes, nascido em 1596, é uma obra investigativa sobre as nossas afeções e sentimentos, daí o embrião desta investigação mais intimista – o qual o campo da Psicologia abordaria muito mais tarde.

Espírito do seu tempo, tendo já publicado o seu notável “Discurso Do Método” doze anos antes, neste “As Paixões Da Alma” a ciência continua a ditar a norma, a despeito de todo o ensinamento eclesiástico pretérito. Partindo da compreensão de que o homem é corpo e alma, sendo esta compreendida como o anima grego, no seu entendimento mecanicista do corpo (lembram-se de Leonardo da Vinci?), Descartes discorrerá sobre os organismos, as suas funções, atividades, cavidades, correspondência entre as peças desta máquina perfeita e de como a alma perpassa tudo isso.

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A Grande História da Evolução: na trilha dos nossos ancestrais” é mais um dos famosos livros do geneticista e biólogo britânico Richard Dawkins. Publicado no Brasil pela Editora Companhia das Letras, em 2009, o maçudo de 792 páginas pode ser entendido como o grande romance da vida. Primeiro, vale uma explicação e sugestão, a título de analogia. Formado em Filosofia, incentivo sempre aos não iniciados a aventurarem-se pela disciplina, mesmo que superficialmente, num primeiro momento.

Penso que a curiosidade, aliada a um crescente desejo de aprender, pode orientar a estrada de quem se põe a estudar. Facto análogo aconteceu e acontece comigo. “Como darei conta desta leitura imbrincada, se não sou estudante de Biologia?” foi a pergunta que fiz a mim mesmo ao pegar neste livro. Agradeço a Danielle Vignolli Guzella Leite, promotora pública, que me emprestou a obra. Viram que interessante? Uma profissional de Direito a ler Biologia. Por que não um filósofo tentar ler também?

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