OBarrete

Porque A Arte Somos Nós

Um Rio de Janeiro suburbano. Embora algumas tomadas mostrem algumas atrações da cidade em si, como a praia de Copacabana e as vistas arrebatadoras dos cartões postais, o filme “Matou a Família e Foi ao Cinema” (do realizador Neville d’Almeida, do autor Júlio Bressane, lançado em 1991, 1h30) mostra o underground da cidade e as vidas comezinhas. Remake da primeira versão de 1969, este drama traz no seu elenco Alexandre Frota, Louise Cardoso, Maria Gladys, Guará Rodrigues, Cláudia Raia (estonteante em todas as suas curvas), Pedro Aguinaga, Karla Ignez, entre outros.

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Por vezes, o mal, enquanto tentação, pode nascer de uma natureza corrompida ou de um conjunto de circunstâncias que tornam a transgressão não só possível, mas quase sedutora. Universalmente falando, a fronteira entre um “cidadão respeitável” e um criminoso é mais ténue do que se calhar queremos admitir – e, portanto, às vezes basta um ligeiro deslocamento – um olhar, uma proposta, uma oportunidade – para expor todo o abismo que cada um de nós traz dentro de si. Desta forma, podemos perguntar-nos: até que ponto as nossas escolhas quotidianas são realmente éticas, e não apenas convenientes – enquanto o risco permanece baixo e ninguém nos convida explicitamente a “atravessar a linha”?

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O poeta Wagner Pizani, da cidade histórica de Congonhas, Minas Gerais, Brasil, acaba de lançar o seu 2.º livro, “O Livro Arbítrio Poético“, volume 2, através da MPR Edições. Eis um poema da sua nova obra, “Noite que cai“:

A noite tropeçou no fim do dia

e caiu sobre o meu sono

caiu sobre os meus sonhos.

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Quando renunciamos aos nossos sonhos e encontramos a paz – disse depois de um tempo – temos um pequeno período de tranquilidade. Mas os sonhos mortos começam a apodrecer dentro de nós, e infestar todo o ambiente em que vivemos. Começamos a tornar-nos cruéis com aqueles que nos cercam, e finalmente passamos a dirigir esta crueldade contra nós mesmos.

Surgem as doenças e as psicoses. O que queremos evitar no combate – a deceção e a derrota – passa a ser o único legado da nossa covardia. E um belo dia, os sonhos mortos e apodrecidos tornam o ar difícil de respirar e passamos a desejar a morte, a morte que nos livrasse das nossas certezas, das nossas ocupações, e daquela terrível paz das tardes de domingo.

Trecho de “O Diário De Um Mago”

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