OBarrete

Porque A Arte Somos Nós

Num passo apressado

Por entre um manancial de luzes,

Num facilitismo aparente

Que não auxilia, só ofusca,

Quem, há muito ausente

Desespera por se encontrar nesta busca.

É estranho e especial

Passar por um sítio tal,

Do qual me faltam várias referências

Conheço os grandes monumentos,

Do resto, não sei dizer, faltam-me as apetências.

Não conheço muitos destes locais

Cada viagem é uma nova aventura,

Por entre paraísos culturais

Pelos quais a história perdura.

Vou retendo pequenos fragmentos

Desta imensidão de experiências,

Onde cada esquina é uma relíquia

Que a mente tenta reter,

Mas por muita que seja a vontade

Muitas gravuras acabam por desaparecer.

Mas a vontade nunca muda

De querer conhecer e explorar,

O que podemos, com ou sem ajuda

Por aí alcançar.

Pela estrada fora

Não de carro, mas a caminhar,

Sem nunca desistir

Ou sequer desanimar,

Até por fim terminarmos

Encontrando o nosso próprio lugar,

Que o destino nos iluminou

Nesta cidade de encantar.

Pedro Maia

Pintura de Maurice de Vlaminck, “Landscape with Red Roofs” (1907)

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