OBarrete

Porque A Arte Somos Nós

Não é em vão que se costuma dizer que a miséria adora companhia. Ela nutre-se dela, saliva só de lhe inalar o rasto. Procura o seu aconchego inocente e maleável, até se materializar em atos vis e indiferentes. Por sua vez, quando a inércia não permite melhor, perpetua-se um ciclo vicioso no qual a companhia …

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Embora menos mencionado do que o controlo do fogo, a descoberta da agricultura ou a invenção da roda, a domesticação dos animais foi determinante para o progresso da Humanidade. Dentro das criaturas que servem o quotidiano antropológico, o cavalo é sem dúvida uma das mais majestosas. Um símbolo de virilidade, abundância, velocidade e de uma …

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Consciente ou não do facto, os primeiros minutos de qualquer filme estabelecem um contrato tácito entre a realização e a audiência. Aquilo que pode ser interpretado como um entendimento mútuo do ritmo que vai pautar a obra, apesar das inevitáveis oscilações. A título de exemplo, os primeiros 10 minutos de “Diamante Bruto” são fonte de …

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Para o bem e para o mal, é um desafio ingrato tentar citar um cineasta tão formalmente e tematicamente consistente como o japonês Yasujirô Ozu. Em 35 anos de longas e curtas-metragens, a sua matriz visual manteve-se quase intacta: movimentos de câmara raros, ritmo pautado por cortes cirúrgicos, geometria atenta e câmara baixa, ao nível …

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Neste intrigante fenómeno que é a vida, alguns trilham um caminho mais fácil que outros. Com frequência, o grau de dificuldade varia consoante o lado do mundo onde nascemos. Vingar num país nórdico será sempre mais sereno do que suceder no Médio Oriente. As exceções que existem limitam-se a confirmar a regra. Este princípio conduz …

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