O BARRETE

Porque A Arte Somos Nós

Em 1818 a jovem Mary Shelley escreveu um drama gótico que foi descrito por um crítico da época como “ficção muito ousada”. Poucos anos depois, o livro deu origem a diversas peças teatrais e em 1910 foi feita a primeira adaptação cinematográfica do livro numa curta-metragem muda. 21 anos mais tarde, após o sucesso crítico e …

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O Teatro Rivoli, no Porto, recebeu a peça de Boris Charmatz “10000 gestes”, que tal como o nome indica, toda a narrativa é contada através de gestos e do movimento, estando esta ausente de um diálogo corrido – ao longo da peça somos bombardeados com gritos e expressões soltas. A peça inicia-se com uma atuação …

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Tive ocasião de assistir ao vivo ao concerto dado pelos GNR na passada sexta-feira no Coliseu do Porto, no âmbito da iniciativa promovida pelo Banco Montepio a propósito do dia de S. Valentim: “Festival Montepio – Às Vezes O Amor”. Ao longo dos anos de existência da banda nascida na cidade Invicta em 1980, fui assistindo …

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Uma experiência — acima de tudo — reconfortante é a que “12 Homens em Fúria” (1957) nos permite, não só porque se centra numa categoria mais intelectual que sensitiva, consegue dar-nos uma aula de argumentação, apreensão daquilo que deve ser a nossa atitude perante a vida, perante o mundo… e até perante a “nossa verdade”. …

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“As pessoas não param de ver quando existe um conflito. Elas param de ver quando não existe um” – “Bombshell” A frase é da autoria de Roger Ailes, o presidente e chefe da Fox News que foi apanhado no seio de um escândalo de assédio sexual. Alavancado pelo movimento #MeToo e por uma consciência coletiva crescente, …

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Nos últimos anos, o tão apelidado de “Citizen Kane of bad movies” tornou-se uma espécie de fenómeno da cultura pop e, mais do que isso, uma experiência verdadeiramente peculiar. Recentemente, exibido pela primeira vez a nível nacional no Cinema Passos Manuel, no Porto, com a exclusiva presença de Greg Sestero, que interpreta Mark, “The Room” …

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Foi com muita perplexidade que constatei, uns meses depois de ter visto a película, que esta se tratava, na verdade, de um fenómeno nunca visto anteriormente. É difícil chegar até a um filme tão universalmente aceite e rendido à profundeza cinematográfica que traduz, ou talvez apenas quanto ao filme em si, às sensações que traz, …

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Depois de tudo o que é possível aprender com Andrew Hill e Thelonious Monk, surge Herbie Hancock para uma nova reformulação. De 1964 a 1973, Herbie teve uma das carreiras mais consistentemente criativas que o jazz já viu. Se Herbie tivesse parado de gravar naquela altura, este continuaria a ser considerado um dos lendários génios …

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Não quero ser, de todo, cliché, mas nos dias que correm, enaltecer a importância da leitura é totalmente peremptória. É larga a percentagem de pessoas, em Portugal e não só, que “rejeitam” a oportunidade de conhecer o mundo, e a amplitude da cultura, através dos livros. Eu próprio reconheço que sou um leitor “indisciplinado”, no …

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Doze anos depois do inigualável “Call Me By Your Name”, André Aciman traz-nos a tão esperada continuação do romance de Elio e Oliver: “Find Me” (Encontra-me), um romance que volta a trazer todos os nossos sentimentos à tona e a questionar as nossas próprias escolhas. Seria de pensar que uma continuação não seria tão boa …

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