“O homem comum, este produto industrial da natureza, tal como esta o apresenta diariamente aos milhares, é incapaz, ao menos de modo persistente, de uma observação em todo sentido inteiramente desinteressada: ele pode dirigir a sua atenção às coisas somente enquanto estas apresentam uma relação qualquer, mesmo que apenas mui mediatizada com a sua vontade” …
A cidade amanhece, levanta, estuda, trabalha, fica à toa, descansa, alimenta, deita e dorme. São ónibus lotados que levam trabalhadores de periferia ao grande centro comercial, são empregadas domésticas que levantam tão cedo que, quando chegam para preparar o café da manhã dos filhos da família abastada, na correria dos preparativos e dos pormenores, vislumbra …
Este é a continuação do conto “Estrangeirismo“. Seria muito difícil Márcia não se tornar a pessoa que era. Ativista feminista a partir de uma vida tão sacrificada e nojenta, na parte em que a figura masculina sempre exercia o poder com mãos de ferro, sobre a mãe e sobre ela mesma. Crescera no ambiente truculento …
As pessoas me questionam muito acerca da atividade de filósofo. Ainda bem que aquele cliché do filósofo ser um cara descabelado, com óculos fundo de garrafão e meio alheio às coisas práticas da vida caiu em desuso. Para quem consegue enxergar para além dos clichés, é importante elencar o filósofo como um pensador sobre problemas …
Durante a sua fala no Fórum das Letras de Ouro Preto, Brasil, há uns 8 anos, o poeta e filósofo (e se fosse enumerar aqui, encontraria tantas e tantas definições tal um Leonardo da Vinci), pois bem, o filósofo Affonso Romano de Sant’Anna discorreu sobre um amigo seu professor de Filosofia.