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Porque A Arte Somos Nós

A inusitada frase “Ninguém escreve ao coronel” foi ouvida numa música de Humberto Gessinger, Sua Graça. O ex-Engenheiros do Hawaii é reconhecido pelas inserções literárias nas suas músicas, tais “pergunte ao pó por onde andei” (referência a John Fante); “Eu me sinto estrangeiro, passageiro de algum trem” (Albert Camus); “O Exército de um homem só” (Moacyr Scliar); “Não sou eu o mentiroso, foi Sartre quem escreveu o livro” (Sartre); “A medida de amar é amar sem medidas” (Santo Agostinho) e, se fosse aqui elencar todas, a resenha ficaria enorme.

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As relações humanas são complexas e guardam dentro de si todo um complexo puzzle de interesses, de falsidade, para o qual é preciso arte a fim de o solucionar. Além disso, muitas vezes na nossa vida a ganância, fortalecida pelo nosso ego, acaba por tomar um lugar de destaque, fazendo com que as conexões que estabelecemos com os outros sejam, na sua essência, apenas circunstanciais, pois, na realidade, não nos acrescentam valor. Sendo que as pessoas, per si, são, porventura, o maior mistério que encontramos durante o nosso caminho; por isso é que é preciso audácia para as desconstruir.

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Neste nonagésimo-nono podcast, Bernardo Freire, Diogo Passos e Tiago Ferreira são incumbidos de escolherem os 10 melhores filmes de 2022, em conjunto com três menções honrosas, cada um. Nunca sendo uma tarefa fácil ou decidida de ânimo leve, os cinéfilos começam por enumerar as três escolhas que tiveram muito perto de entrar nas dez melhores longas-metragens. Depois, à vez, vão sendo reveladas as melhores obras a não perder do ano anterior – com o critério de estas terem sido estreadas em Portugal, via streaming ou sala de cinema, durante o ano transato.

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O calibre dos filmes que se ficam por menções honrosas revela desde logo o quão difícil foi chegar ao pódio final. Este ano, “X“, de Ti West, “Alcarràs“, de Carla Simón e “Reunião“, de Fran Kranz foram as produções que não levaram a medalha, mas saíram com um chorudo certificado. São recomendações automáticas por razões diferentes, o que reflete a diversidade e riqueza narrativa de 2022, um ano que será recordado com carinho no plano cinematográfico.

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