OBarrete

Porque A Arte Somos Nós

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Os triângulos são estruturas rígidas, enigmáticas e estão por vezes associadas a poder. Exemplos como a santíssima trindade e o símbolo dos Illuminati servem para ilustrar o ponto. Contudo, Ruben Östlund, cineasta e argumentista sueco, propõe adicionar mais uma propriedade a esta forma geométrica: a tristeza. Vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes de 2022, “Triangle of Sadness” – “Triângulo da Tristeza” em português – é o seu primeiro filme em língua inglesa e sem dúvida um dos menos prodigiosos. Dissonância que não diminui a sua mensagem. Pois, contas feitas, pertencer aos 0,01% das pessoas mais ricas do planeta não só é fator de alienação, como também pode ser extremamente grotesco.

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Não tem jeito. Há certos livros que nos chamam uma vez ou outra para conversar com eles. Sendo “Ensaios“, de Michel de Montaigne (1533-1592), a boa prosa está garantida. Embora não tenha nenhuma crença em transmigração de almas ou mesmo almas afins, parece que me transporto para a biblioteca do castelo de Bordeaux, onde Montaigne se refugiou após se cansar dos assuntos comezinhos, ele que chegou a ser prefeito da cidade.

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Certos livros são apresentados sob circunstâncias inusitadas e “Eu, Minha (Quase) Namorada E O Guru Dela”, de William Sutcliffe (Editora Record, 2010, 303 páginas) foi um destes. O texto da contracapa informa:

Liz está se sentindo em casa na Índia. Ela abraça os pedintes e acredita que está no caminho certo para explorar todo o seu eu sexual. Dave percebe que detesta Liz e só consegue desejar karma ruim para os seus companheiros de viagem: Jeremy, cuja jornada espiritual conta com cheques enviados pelo pai, Jonah, um maluco que não usa sapatos há mais de uma década, além de Fi e Caz, que se acham o máximo por terem passado um tempo lavando os pés de leprosos em Udaipur…

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