Eram de Figueira da Foz Os meus avós. Figueira, Árvore sagrada, Leitosa, Cujos frutos Se abrem roxos, Testículos do outono.
Eram de Figueira da Foz Os meus avós. Figueira, Árvore sagrada, Leitosa, Cujos frutos Se abrem roxos, Testículos do outono.
Num tempo já algo distante Vagueava um cavaleiro maior de idade, Com um coração trepidante Repleto de saudade, De alguém que há pouco conhecera Que não era da sua cidade. E o cavaleiro soluçava Pela donzela clamava, E até em noite de geada No seu cavalo branco, ele a procurava.
Coloquei OBarrete Porque estava cheio de frio, Nutriu-me de uma inspiração Maior que o leito de um rio. Passei a pertencer A uma equipa de eleição, Onde cada um nos dá a conhecer O que lhe vai na alma e no coração.
Aquele nervoso miudinho Independentemente da idade, Que nos assalta de mansinho Quer em velho, quer durante a mocidade. Quando nos é apresentada Uma situação distinta e inovadora, A ansiedade dificilmente será controlada Mas se a proposta é tentadora, Uma solução acabará por ser encontrada.
Ao longo da muralha que habitamos Há palavras de vida há palavras de morte Há palavras imensas,que esperam por nós E outras frágeis,que deixaram de esperar Há palavras acesas como barcos E há palavras homens,palavras que guardam O seu segredo e a sua posição