OBarrete

Porque A Arte Somos Nós

Voltar à realidade,

Quem te vê ao longe

Sonha com os teus passos

Com a tua melodia

Num mundo aos amassos

Água
999999
  • Acordar para não desesperar
Medo
0
  • Anda, carrega

Tenho de entrar para poder sair

Fragilizar, marginalizar

Voltar a compreender esse teu olhar

Repetir para não fugir,

Ainda não te liguei hoje

Escondido e perdido,

Sai o lobo da toca para caçar

“Vamos casar?”

Mal-tratar para reconciliar

Incógnita do meu ser

“Daqui a nada quero é bazar”

Não vês que acabou o papel?

Onde vou eu escrever o meu vazio?

“Vamos descansar”

Não tarda é hora de parar

Isolar e idolatrar,

Ecrãs vazios com palavras mudas

Eu juro que os vi mudar.

A água lava o chão

As estrelas clareiam a alma

Abre o meu livro – “Agora!”

A nossa história contada do avesso,

Nada estranho.

Eu conheço um médico que cura pessoas

Eu conheço um bombeiro que cura o fogo

Eu conheço um padeiro que cura a fome

Eu conheço um pintor que cura a imaginação

Eu não me conheço.

Ainda há pouco me libertei – ALELUIA

Não contenho a minha emoção

Entre cápsulas vivemos nós

A cadeia está cheia de nada, fugiram de novo

O vento leva as ideias dos que nunca prisão conheceram

Hoje é dia para celebrar.

Ideas, ideias.

“Já me fizeram querer suicidar!”

Pára, repara

“Tu não consegues sair dessa amarra”

Voltamos à montanha,

Com árvores e um lobo

“Vamos casar?”

Não passou tudo de um roubo.

(guitarras, piano, palavras – soltas)

Viagens.

Viajar para voltar.

Já ouviram?

Todos. TODOS!

E os fantoches continuam a aparecer.

Eles verão a sua face, e o seu nome estará na testa deles.

Apocalipse 22:4


Diogo Passos

Pintura de René Magritte, “The Therapist” (1937)

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