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Porque A Arte Somos Nós

Sei que 2019 foi um excelente ano para o cinema quando reparo nos filmes que ficaram de fora da lista final. Entre os quais a biografia de Elton John, “Rocketman“, que foi realizada com distinção por Dexter Fletcher, ou até mesmo “A Herdade“, um dos melhores filmes portugueses dos últimos anos que tive o prazer de assistir em sala.

Devido à distribuição do cinema em Portugal, parte dos filmes mais badalados tardam a chegar aos exibidores, alguns só mesmo este ano. Por esta e outras razões não posso deixar de referenciar alguns filmes que ainda não vi, mas que têm feito vibrar a crítica internacional. Exemplos como a comédia dramática “Jojo Rabbit“, o último do realizador Sam Mendes, “1917“, ou até mesmo a mais recente produção de Greta Gerwig, “Little Women“, que conta com Saoirse Ronan, Emma Watson e Timothée Chalamet no elenco.

Sem mais demoras, o Top 10 de 2019 começa com “The Two Popes“, um dos projetos mais politicamente relevantes desta lista. Prima pela escrita do seu argumento e por fortalecer a mensagem de que num mundo de estadistas desequilibrados, a Igreja Católica pode fazer a diferença.

Avançamos para “The Farewell“, uma história realizada para o grande ecrã pela chinesa Lulu Wang, que imprime a sua experiência pessoal nas personagens e nos acontecimentos de modo a conseguir um filme subtilmente tocante. A interpretação de Awkwafina enquanto protagonista é meritória, mas mais memorável ainda está Lupita Nyong’o em “Us“, um thriller de horror astuto e com uma crítica sócio-económica poderosa, cortesia do realizador e argumentista Jordan Peele, que soma mais uma vitória depois do seu primeiro êxito em 2017, “Get Out“.

Segue-se “Once Upon a Time… In Hollywood“, o filme mais nostálgico do incontornável Quentin Tarantino, que coloca Leonardo DiCaprio, Brad Pitt e Margot Robbie em Los Angeles dos anos 60. É um projeto hábil e com imenso caráter, tal como “Dolor y Gloria“, realizado pelo espanhol Pedro Almodóvar, uma narrativa de cores e dores fortes, assim como uma dose substancial de introspecção. Em quinto lugar encontra-se o filme de terror mais soalheiro dos últimos anos, “Midsommar“, que promete surpreender mesmo os mais versados no género.

Já aproximado do primeiro lugar está “Joker“, um dos filmes mais controversos e mediáticos do ano com um dos meus intérpretes de eleição, Joaquin Phoenix, no papel principal. Já em dezembro, tanto “Marriage Story” como “The Irishman“, mexeram comigo profundamente, o primeiro pela autenticidade das personagens e pelas emoções que transmitem, e o segundo pelo culminar da carreira de Martin Scorsese, que tanto oferece ao cinema.

Destacado no topo está “Parasite“, do notável cineasta sul-coreano Bong Joon-ho. Um filme que faz a dificílima tarefa de equilibrar o tom entre o cómico, o dramático, o trágico e o melancólico. É um feito que mais do que reconhecido, merece ser experienciado, e como tal é a minha escolha para o filme do ano.

Lista completa:

10.º “The Two Popes” – Trailer

9.º “The Farewell – Trailer

8.º “Us” – Trailer

7.º “Once Upon A Time… In Hollywood” – Trailer

6.º “Dolor y Gloria” – Trailer

5.º “Midsommar” – Trailer

4.º “Joker” – Trailer

3.º “Marriage Story” – Trailer

2.º “The Irishman” – Trailer

1.º “Parasite” – Trailer

Bernardo Freire

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