OBarrete

Porque A Arte Somos Nós

Viagens por vales encantados

Com destino traçado,

Em breve nos encontramos

No calor do passado.

Fugir é sonhar,

Agarrar e tropeçar,

O fantasma continua a gozar,

Irei eu aguentar?

Emoção ao chegar

À casa que te viu voar,

Voltar a fugir

Para um dia não te encontrar.

Não vejo gente

Não vejo sorte,

Continuo a sonhar,

Mas como irei fugir à morte?

Cheguei.

Quem está aí?

Não é gente com certeza,

Divina comédia sou eu,

Que te acabou com a tristeza.

Diogo Passos

Pintura de René Magritte, “O Espelho Falso” (1928)

One thought on “Poema: “Viagens”

Leave a Reply

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

%d bloggers like this: