OBarrete

Porque A Arte Somos Nós

Impenetráveis desde sempre

Cujas chaves foram guardadas,

Seja de uma porta ou alma,

Todas as entradas serão cobradas.

Qual ladrão ou impostor

Que as tente perfurar,

Será sempre um primor

A sua investida travar.

Por vezes levantamos barreiras,

Ou autênticas muralhas.

Porém, existem batalhas

Que nos acalentam o coração

Como autênticas acendalhas,

Apelando à união.

Ao longo desta viagem,

Qual travessia do deserto.

Passamos como que, por uma miragem,

Nos recantos de quem está perto.

E quando, por fim,

Chegamos ao nosso destino

Cumprindo a nossa missão,

Quebramos definitivamente as

correntes,

Do nosso coração.

Pedro Maia

Pintura de Edward Hopper, “Automat” (1927)

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