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Porque A Arte Somos Nós

Vivemos por estes tempos dias difíceis pelo facto de estarmos a ser “atacados” por um vírus altamente contagioso, que, para já, parece não nos querer dar tréguas. Em consequência disso, e com alguns filmes à mistura, estamos confinados ao espaço das nossas casas na tentativa de travar o avanço do dito vírus. Não é fácil. O nosso dia-a-dia está organizado com base em tarefas que nos obrigam a movimentar no exterior, o emprego, levar e trazer os filhos à escola, fazer compras, passear, e por aí fora. E, de repente, eis que vamos passar ainda não sei quantos dias em casa…

Assim sendo, há que “inventar” coisas para fazer. Bem sei que é uma questão de imaginação, mas entre as muitas coisas que podemos fazer, uma delas é ver filmes. Clássico, certo? Certo. Ainda assim, vou atrever-me a dar-vos cinco sugestões de filmes que talvez não vos ocorra de repente, que não fazendo parte do circuito actual, vão certamente enriquecer o vosso conhecimento da sétima arte. Sem qualquer ordem de importância, aqui vão…

1.º “Vida de Insecto” (“A Bug’s Life”), John Lasseter (1998) – Animação, Aventura, Comédia

Muitas das famílias que se encontram em clausura têm crianças, pelo que este é um filme fantástico não para ser visto apenas pelos mais novos, mas para ser partilhado por toda a família. Na minha opinião, este é um dos melhores trabalhos que a Pixar já produziu até hoje.

A fantástica aventura de uma formiga no seio da colónia, que na procura de se redimir das suas acções individualistas, conquista um papel preponderante na libertação da comunidade que era subjugada pelos gafanhotos. Uma lição de vida para todos, pois o interesse individual nunca se deve sobrepor ao interesse do colectivo. Nota máxima.

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2.º “Era Uma Vez na América” (“Once Upon a Time in America”), Sergio Leone (1984) – Crime, Drama

O que dizer deste magnífico filme realizado por Sergio Leone e que conta nos papéis principais com Robert De Niro, James Woods e Joe Pesci. Um retrato da Nova Iorque dos anos 60 e o reencontro de um grupo de gangsters judeus passados mais de trinta anos da sua juventude. Muitas recordações, muitas promessas, muitos segredos. É grande, sim, mas garanto-vos que vale cada minuto de película. Um filme absolutamente fantástico, com desempenhos fantásticos. A ver ou a rever, sem falta. Obrigatório.

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3.º “A Testemunha” (“Witness”), Peter Weir (1985) – Crime, Drama, Romance

Sendo Harrison Ford um dos meus atores preferidos, eu era capaz de vos sugerir quase todos os filmes que fazem parte da sua carreira pós-carpinteiro, mas, mesmo tendo nós/vós muito tempo, não ia ser fácil! Assim sendo, deixo aqui a sugestão de um filme que revi há muito pouco tempo. Ligeiro, sem grandes alaridos.

Ford assume o papel de um polícia que na sequência do caso que lhe vem parar às mãos de uma criança Amish que assiste ao assassínio de um polícia à civil, começa a mexer onde não era suposto e vê-se na obrigação de proteger a criança… e a ele próprio. A  oportunidade de ver um outro Harrison Ford, secundado por Kelly McGillis, uma das musas do cinema à época. Não há como não gostar.

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4.º “Lawrence da Arábia” (“Lawrence of Arabia”), David Lean (1962) – Aventura, Biografia, Drama

Ora aqui estão mais quase quatro horas de cinema de grande qualidade. David Lean conta-nos através deste filme a vida de T. E. Lawrence, oficial inglês com uma vida multifacetada que se estendeu desde a diplomacia, à arqueologia, à escrita e ao próprio exército. Neste filme é possível acompanhar a intervenção de Lawrence na revolta Árabe, durante o decorrer da I Guerra Mundial, contra o Império Otomano. Mas, acima da história verídica do personagem, este filme é valioso pelos cenários naturais em que foi rodado. Trata-se de uma obra arrebatadora. Imprescindível.

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5.º “Comando” (“Commando”), Mark L. Lester (1985) – Acção, Aventura, Thriller

Digam lá o que disserem, Arnold Schwarzenegger é dos melhores neste género de filme. O argumento é simples e não há muito que pensar. A filha de uma patente militar retirada (Arnold S.) é raptada por ajuste de contas antigas. A missão é recuperar a filha e eliminar os infractores, simples para uma personagem desempenhada pelo mister universo! Tiros e pancadaria da boa servem para desanuviar o espírito. Na boa, sem compromisso. Não é um épico, nem tão pouco um filme de referência, mas serve para nos desligarmos um bocadinho do vírus.

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Bons filmes. Protejam-se.

Jorge Gameiro

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