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Porque A Arte Somos Nós

Falta menos de um mês para a cerimónia mais aguardada do ano para os cinéfilos. Para muitos uma das noites mais bem passadas do ano, não só por ser o culminar  de toda a produção cinematográfica desse respetivo ano, desde a última cerimónia, como também pode ser uma altura para comprovar todos os prognósticos, que irracionalmente vão sendo feitos. Claro que qualquer um já tem perfeita noção que, infelizmente ou felizmente, nem sempre os filmes de que mais gostamos arrecadam mais estatuetas. Temos que entender o contexto, os interesses, o timing, a visibilidade — e a essência de como são feitas as votações.

Só assim nos tornaremos um adivinhador nato, capaz de fazer o filtro entre os filmes de que mais se gostou, aqueles que se considera terem sido os melhores do ano e, claro está, aqueles que em princípio vão ser reconhecidos pela Academia. Entre estas três variáveis vai a uma distância inesgotável. Mais uma vez: infelizmente ou felizmente.

Este artigo não vai proporcionar ao leitor uma análise detalhada, e futurista, daquilo que poderá acontecer na noite de 9 de Fevereiro (em Portugal, madrugada do dia seguinte), mas sim fazer uma análise interessante, espero, e o mais imparcial, sobre aquela que tem sido a tendência dos vencedores nas cerimónias mais recentes.

Vamos ser claros: o filme “1917” de Sam Mendes é o favorito à vitória. Arrecadou o Globo de Ouro de Melhor Filme Dramático nos Golden Globes e o prémio de Melhor Realizador. Como todos sabemos, o Óscar de Melhor Filme e de Melhor Realizador andam quase sempre de mãos dadas. Por outro lado, Tarantino arrecadou Melhor Argumento e Melhor Filme não Dramático com “Era Uma Vez em… Hollywood“, na mesma cerimónia. Tudo isto podia fazer prever que seria, essencialmente, uma luta a dois… se não fosse, claro está, este o ano de “Parasitas“. Nomeado para o Óscar de Melhor Filme, como um filme não americano, tal como aconteceu o ano passado com o filme “Roma” (2018), arrecadando 6 nomeações para os Óscares, é também uma das agradáveis surpresas do ano (surpresas na perspectiva do impacto e consenso generalizados que tem tido).

Para entendermos o porquê de eu adiantar que vai ser essencialmente uma luta a três, sem querer negligenciar “Joker“, o filme com mais nomeações (11) — e que vai arrecadar, a menos que haja uma catástrofe, o Óscar de Melhor Actor, com todo o mérito —, e claro, sem ignorar a produção de peso da Netflix, “O Irlandês“, com 10 nomeações, as mesmas de “1917” e “Era Uma Vez em… Hollywood”, temos que dar uma vista de olhos aos Critics’ Choice Awards ­— cujas votações são feitas por críticos especializados, e que por isso devem ser levadas em conta:

“Era Uma Vez em… Hollywood” arrecadou Melhor Filme

Quentin Tarantino: Melhor Argumento Original

Sam Mendes, realizador de “1917”, e Bong Joon-ho, realizador de “Parasitas” (empate): Melhor Realizador

Como podemos ver, e sem querer negligenciar as restantes categorias, mas focando-me nas 3 maiores da noite dos Óscares, vamos ter os seguintes como minhas apostas:

Melhor Filme

Quem vai ganhar: “Era Uma Vez em… Hollywood”

Quem devia ganhar: “Dolor y Gloria” (não foi nomeado)

Melhor Realizador

Quem vai ganhar: Sam Mendes

Quem devia ganhar: Bong Joon-ho

Melhor Argumento Original

Quem vai ganhar: “Era Uma Vez em… Hollywood”

Quem devia ganhar: “Dolor y Gloria” (não foi nomeado)

Portanto, a título de resumo e, claro, numa visão de prever e nunca afirmar:

Óscares 2020

Derrotado da noite: “O Irlandês”

Vencedor da noite: “Era Uma Vez em… Hollywood” e Quentin Tarantino

Prémio de consolação: “Joker”

Menção honrosa: “1917” e Sam Mendes

Bons filmes.

Tiago Ferreira

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