OBarrete

Porque A Arte Somos Nós

Como o definir

Onde o procurar,

Como me abrir

Para o encontrar.

Como caracterizar algo tão profundo

Que, por vezes, parece perdido,

Ou então desconexo

Com o orgulho ferido

A prender-nos neste complexo.

Qual pequeno explorador

Tentando encontrar terra firme,

Pode até se perder

Mas não desiste, nem dorme,

Sem a sua finalidade acontecer.

Qualquer que seja o caminho ou rota

Que estamos destinados a percorrer,

Se seguirmos o que nos diz o coração

Tudo se há de resolver.

Mais tarde ou mais cedo,

As barreiras irão ceder,

Para o nosso verdadeiro amor

Acabarmos por conhecer.

Pode ser hoje, amanhã,

Ou daqui a algum tempo

Estas questões não têm prazo

Mas não podem ser apressadas,

Senão podemos acabar com pessoas diferentes

Das que nos estão destinadas.

Com a tristeza no olhar

E a reflectir no nosso erro,

Mas com muita coragem e convicção

Podemos atingir um novo termo.

Mudando o rumo da história

Que acabará por nos levar,

A chegar até à pessoa

Com quem devemos ficar.

Bem sei que sobre este assunto existem inúmeras opiniões,

Mas, para mim, é apenas uma questão

De ouvirmos os nossos corações!

Contudo, convém não esquecer

Paulatinamente e após várias reflexões,

Que o amor precisa de companhia

Não podemos “amar pelos dois”.

Pedro Maia

Pintura de John William Waterhouse, “Lamia” (1849/1917)

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