OBarrete

Porque A Arte Somos Nós

Como é habitual, surgem nos sites e revistas dedicadas à música inúmeras listas que compilam os melhores discos lançados durante o ano, e, claro, não poderia deixar passar ao lado a oportunidade de partilhar aqueles que mais me marcaram. Antes de entrar na lista, apenas relembrar que 2021 foi o ano em que o famoso quarteto ABBA voltou “ao ativo” passados 40 anos, mas, no lado mais negativo, perdemos figuras importantes como o lendário pianista Chick Corea; o revolucionário produtor Phil Spector que acabou preso por assassinar a atriz Lana Clarkson em 2003; o impecável compositor grego Míkis Theodorákis; e o génio Alvin Lucier, a quem dedico esta lista.

Menções honrosas

  • “Repetition Hymns”, Black Swan (Spotify)
  • “Meu Coco”, Caetano Veloso (Spotify)
  • “Raio”, Domenico Lancellotti (Spotify)
“Moss Grew on the Swords and Plowshares Alike”, Kayo Dot (Prophecy Productions)

5.º “Moss Grew on the Swords and Plowshares Alike”, Kayo Dot (Prophecy Productions)

Uma das mais míticas bandas dentro do avant-metal volta com um disco que marca o retorno às sonoridades mais pesadas, depois de dois trabalhos que exploraram a música eletrónica e o goth rock. Pela mão de Toby Driver na música e Jason Byron nas letras, este é um álbum de difícil digestão onde não se pode baixar a guarda em nenhum momento ao genial avant-garde metal. Seguramente, o melhor trabalho da banda desde 2012.

Spotify


“Private Reasons”, Bruno Pernadas (Sony Music Entertainment Portugal)

4.º “Private Reasons”, Bruno Pernadas (Sony Music Entertainment Portugal)

O jovem compositor e guitarrista português Bruno Pernadas tem vindo a afirmar o seu enorme potencial desde 2014. Agora, volta com um interessantíssimo disco que passa por diferentes sonoridades, nomeadamente o jazz, o rock, o pop, o psicadélico e o eletrónico. Tudo com fortes influências da música tradicional portuguesa, nigeriana e coreana. Não se pode deixar passar um álbum assim.

Spotify


“Thymiamatascension”, Alora Crucible (House of Mythology)

3.º “Thymiamatascension”, Alora Crucible (House of Mythology)

Considerado um álbum a solo do músico Toby Driver, que se apresenta sob o nome de Alora Crucible, este contrasta o seu último trabalho “They Are the Shield” (2018), mais focado na estrutura canção. “Thymiamatascension” é um trabalho verdadeiramente envolvente e belo, que enfatiza o espaço, o silêncio, a textura e as atmosferas noturnas do New Age. Em particular, a faixa Livonomancy in Jasper é uma peça deslumbrante.

Spotify


“Cavalcade”, black midi (Rough Trade Records)

2.º “Cavalcade”, black midi (Rough Trade Records)

Ainda antes do findar do ano, deparei-me com um disco que me fascinou com a sua esquizofrenia. Sendo o segundo trabalho da banda formada em 2017, apresenta uma maravilhosa mescla musical que percorre o rock experimental, o math rock, o post punk, ainda com influências do jazz, do prog rock, e do noise rock. A originalidade é gritante, pois tudo é muito bem estruturado e orquestrado por uma vasta presença de instrumentos, passando quer por momentos calmos quer por alturas mais agressivas. Por uma nesga, não ficou no topo da lista.

Spotify


“Promises”, Floating Points, Pharoah Sanders & The London Symphony Orchestra (Luaka Bop)

1.º “Promises”, Floating Points, Pharoah Sanders & The London Symphony Orchestra (Luaka Bop)

Como já partilhei anteriormente aqui, este é um trabalho notável que me apanhou despercebido durante o ano. Numa única e contínua composição, este disco é uma viagem pintada por Sam Shepherd, que transcende através do saxofone de Pharoah Sanders. Pessoalmente, merecedor do título “Album of the Year”.

Spotify

João Filipe

Se queres que OBarrete continue ao mais alto nível e evolua para algo ainda maior, é a tua vez de poder participar com o pouco que seja. Clica aqui e junta-te à família!

Leave a Reply

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

%d bloggers like this: