OBarrete

Porque A Arte Somos Nós

As viagens do veterano realizador alemão Wim Wenders fazem-no regressar a território nipónico, mais concretamente ao Japão. País natal do seu ídolo, o realizador Yasujiro Ozu, a quem outrora dedicou o filme “Tokyo-Ga” (1985), que continua a ser uma grande fonte de inspiração. Assim podemos aferir pelo seu trabalho em “Perfect Days” (“Dias Perfeitos” em português), um drama meditativo que pede emprestado ao mestre japonês as singularidades do quotidiano, tão bem retratadas no seu cinema. Dentro das semelhanças dos discursos, talvez o aspeto mais evidente seja a rotina e a maneira como esta nos molda e descreve.

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“Quando decidi procurar um médico em Nova Iorque, o vazamento que eu estava a sofrer não era apenas no pénis e a disfunção não se restringia ao esfíncter da bexiga – e a próxima crise que me aguardava não era algo que implicaria apenas uma perda física, como eu tinha esperanças de que fosse o caso. Dessa vez era a minha mente, e dessa vez eu estava a ter mais do que um aviso prévio, porém, ao que parecia, não muito mais que isso.”


“Fantasma Sai de Cena”

“O Fantasma Sai de Cena” (Editora Companhia das Letras, 2008, 282 páginas) narra a vida do escritor recluso Nathan Zuckerman. Onze anos fora de Nova Iorque, convivendo apenas com um casal de caseiros e sentindo saudades do convívio do sistemático amigo Larry Holles, ele sofre com um cancro na próstata e incomoda-se bastante com as fraldas e a goteira a qual se transformou o seu pénis.

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