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Poema: “Quão vazio somos”

Uma caneta na mão

Um sentido sem razão

Uma existência eterna,

Um alcance pessoal

unidireccional

da vida,

Um futuro em vão

Um sorriso só

ambíguo, vago

solene

[indizível

quão vazio é],

Duplos, somos todos,

Falsos sonhos meus

de querer ser tudo.

Tiago Ferreira

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