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Poema: “Passagem rápida”

Atravessar a multidão,

Rápido,

Fugir para não repetir,

Lançar para isto poder acabar.

Calam-se os convidados.

Visito de novo o grande salão,

Já não era sem tempo que via o teu rosto

Ainda pisas o nosso palco?

De novo sem tempo,

Rápido,

Os peixes não param só para te ver

Não passa tudo de uma tentativa de suicídio.

Do tempo e das estrelas

Irá ele renascer de novo?

Melodia ardente,

O além está a chegar – o teu timbre é suave

Diogo Passos

Pintura de Marc Chagall, “The Yellow Crucifixion” (1943)

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