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Poema: “Verdadeiro poder”

O verdadeiro poder,

Sempre que quiseres dançar

Estarei cá para te agarrar.

Salto de ramo em ramo,

Como um primata louco,

Rasgo folhas de papel

Onde irei escrever a tua sentença?

Algures um muro cai,

Foi a minha caneta a arrebentar.

Vamos dançar de novo,

Subir a tua escadaria.

Sou só mais um ator

À procura das tuas falas.

Talvez te queira – talvez sim

Diogo Passos

Pintura de Marc Chagall, “The Three Candles” (1940)

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